Muitas e muitos de nós da periferia e centros urbanos temos nos deparado com uma realidade de e negação de autodeclaração étnica ainda pouco entendida e tida como importante pelos diversos movimentos sociais e indenitários em que tenho contato. Muitos de nós não-brancos e não afrodescendentes não temos espaço para levantar os aspectos do etnocídio indígena no Estado Brasileiro, no campo, na floresta e na periferia e centros urbano, e ficamos entre apenas duas opções de identidade étnica: branco e afrodescendente. Desde de crianças muitos de nós ouvimos que tivemos nossas ancestrais foram pegas a laço (sequestro seguido de cárcere privado, escravização e estupro) ou que temos índios na família, mas mesmo assim nossa identidade indígena é constantemente negada inclusive pela esquerda por não estarmos vivendo de forma tradicional e dentro de territórios indígena, e que desta forma não sofremos opressão que uma pessoa indígena sofre. Mas é necessário dizer que a opressão da falta de acesso à memória e histórias de nossas etnias é também opressão e está dentro do projeto capitalista, e se muitos de nós não sabemos a nossa etnia isto é prova de que este projeto capitalista de hegemonia cultural tem sido efetivo. Gostaria de levantar algumas barreiras que nós descendentes de indígenas da periferia temos tido para que nem mesmo o nome da nossa etnia indígena chegue ao nosso conhecimento.
terça-feira, 12 de julho de 2016
Direito à memória: indígenas na periferia e dificuldades na autodeclaração.
Muitas e muitos de nós da periferia e centros urbanos temos nos deparado com uma realidade de e negação de autodeclaração étnica ainda pouco entendida e tida como importante pelos diversos movimentos sociais e indenitários em que tenho contato. Muitos de nós não-brancos e não afrodescendentes não temos espaço para levantar os aspectos do etnocídio indígena no Estado Brasileiro, no campo, na floresta e na periferia e centros urbano, e ficamos entre apenas duas opções de identidade étnica: branco e afrodescendente. Desde de crianças muitos de nós ouvimos que tivemos nossas ancestrais foram pegas a laço (sequestro seguido de cárcere privado, escravização e estupro) ou que temos índios na família, mas mesmo assim nossa identidade indígena é constantemente negada inclusive pela esquerda por não estarmos vivendo de forma tradicional e dentro de territórios indígena, e que desta forma não sofremos opressão que uma pessoa indígena sofre. Mas é necessário dizer que a opressão da falta de acesso à memória e histórias de nossas etnias é também opressão e está dentro do projeto capitalista, e se muitos de nós não sabemos a nossa etnia isto é prova de que este projeto capitalista de hegemonia cultural tem sido efetivo. Gostaria de levantar algumas barreiras que nós descendentes de indígenas da periferia temos tido para que nem mesmo o nome da nossa etnia indígena chegue ao nosso conhecimento.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Te Quiero
mis acordes cotidianos
te quiero por que tus manos
trabajan por la justicia
Si te quiero es por que sos
mi amor, mi complice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos
Tus ojos son mi conjuro
contra la mala jornada
te quiero por tu mirada
que mira y siembra a futuro
Tu boca que es tuya y mia
tu boca no se equivoca
te quiero por que tu boca
sabe gritar rebeldía
Si te quiero es por que sos
mi amor, mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos
Y por tu rostro sincero
y tu paso vagabundo
y tu llanto por el mundo
por que sos pueblo te quiero
Y por que amor no es aureola
ni cándida moraleja
y por que somos pareja
que sabe que no esta sola
Te quiero en mi paraiso
es decir en mi país
la gente viva feliz
aunque no tenga permiso
Si te quiero es por que sos
mi amor, mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos
somos mucho màs que dos
(Benedetti)
sexta-feira, 30 de março de 2012
Canção para um bem- te-vi...
"Bem te vi, bem te vi
Andar por um jardim em flor
Chamando os bichos de amor
Tua boca pingava mel
Bem te quis, bem te quis
E ainda quero muito mais
Maior que a imensidão da paz
Bem maior que o sol
Onde estás?
Voei por este céu azul
Andei estradas do além
Onde estará meu bem?
Onde estás?
Nas nuvens ou na insensatez
Me beije só mais uma vez
Depois volte prá lá."
(Jardim da Fantasia - Paulinho Predra Azul)
sábado, 24 de março de 2012
A dor a dor a dor a dor...
Esperando as coisas acontecerem
olho o céu e as estrelas
olho no olho do céu, com remelas e cheio de pregas.
Esperando o mundo mudar
durmo, acordo e me fadigo
na ilusão de acordar bem longe daqui.
Esperando uma ligação que me faça sorrir como outrora
esqueço que nosso tempo já passou
que a vida mudou e que não somos mais dois (ou nunca fomos).
Esperando chegar a coragem de mudar
me perco e desconverso
e em cada conversa resignifico o que já está obsoleto.
Chegará o dia em que vou voar como uma gaivota
construir como uma formiga
e me sentir como uma tigresa...
Enquanto este dia não vem
vou cantar a desilusão
implorar a revolução
e seguir entendendo o porque ando sempre na contramão.
Vai... vai viver o que tem pra viver...
Vem... se quiser realmente entender...
Fui... ainda com medo de voltar mas na certeza que nunca tive tão poucas razões pra ficar...
Cemitério de sonhos é o que sou, e desde sempre a melancolia tem sido o adubo da minha mente.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Para quem ainda vier a me amar
Para quem ainda vier a me amar
Quero dizer que te amo só de amor. Sem idéias, palavras, pensamentos.
Quero fazer que te amo só de amor. Com sentimentos, sentidos, emoções.
Quero curtir que te amo só de amor. Olho no olho, cara a cara, corpo a corpo.
Quero querer que te amo só de amor. São sombras as palavras no papel.
Claro-escuros projetados pelo amor, dos delírios e dos mistérios do prazer.
Apenas sombras as palavras no papel.
Ser-não-ser refratados pelo amor no sexo e nos sonhos dos amantes.
Fátuas sombras as palavras no papel.
Meu amor te escrevo feito um poema de carne, sangue, nervos e sêmen.
São versos que pulsam, gemem e fecundam. Meu poema se encanta feito o amor
dos bichos livres às urgências dos cios e que jogam, brincam, cantam
e dançam fazendo o amor como faço o poema.
Quero a vida as claras superfícies onde terminam e começam meus amores.
Eu te sinto na pele, não no coração. Quero do amor as tenras superfícies
onde a vida é lírica porque telúrica, onde sou épico porque ébrio e lúbrico.
Quero genitais todas as nossas superfícies.
Não há limites para o prazer, meu grande amor, mas virá sempre antes,
não depois da excitação.
Meu grande amor, o infinito é um recomeço.
Não há limites para se viver um grande amor.
Mas só te amo porque me dás o gozo e não gozo mais porque eu te amo.
Não há limites para o fim de um grande amor.
Nossa nudez, juntos, não se completa nunca, mesmo quando se tornam
quentes e congestionadas, úmidas e latejantes todas as mucosas.
A nudez a dois não acontece nunca, porque nos vestimos um com o corpo do outro,
para inventar deuses na solidão do nós. Por isso a nudez, no amor, não satisfaz nunca.
Porque eu te amo, tu não precisas de mim. Porque tu me amas, eu não preciso de ti.
No amor, jamais nos deixamos completar.
Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários.
O amor é tanto, não quanto. Amar é enquanto, portanto. Ponto.
Pra não dizer que não falei de amor
Visto que o amor romântico é uma farsa que nos prende na acomodação de pensar que teremos alguém que irá ser o companheiro certo para ajudar a suportar as angústias que este mundo tem.
Todas as poesias de amor e as músicas bregas que faz parte do meu repertório, hoje só me afasta da realidade concreta de que as pessoas se aproximam das outras principalmente para suprir determinadas necessidades de cada momento da vida.
A tentativa de se apaixonar por certas coisas em detrimento de outras que são ilusórias é uma missão difícil. Mas, mais difícil ainda é superar a decepção de um amor platonico que só traz ciumes e desilusão, transformando o amor em algo que traz sofrimento e dor.
Eu, mulher, alvo de sentimentalismos baratos no decorrer da história, fui criada e domesticada, temperada com misticismos e poesias para que eu ficasse passiva e conformada por todo esse tempo, quero hoje romper com minha concepção de amor oportunista.
Há de haver poesia no amor livre. Não estou falando de sexo apenas. Estou falando de um amor que não se diferencia do amor erótico, fraternal e filial. Um amor que não se esgote na família burguesa nuclear.
Um amor que nós propomos, que nós sonhamos, organizamos como queríamos, e não conseguimos seguir em frente. Por quê? Ainda estamos acreditando que a dois é mais fácil?
Será que não sabemos entender que um amor é diferente do outro e a paixão é um desejo louco pelo novo?
Todas as pessoas que eu amei, entre parceiros sexuais, parentes, amigos e companheiros, foram amores verdadeiros. O ciúme do seu corpo é apenas porque não sabemos amar de forma livre. Quero teu corpo porque te amo, e por te amar não te privo e só quero te possuir em tal momento, e te possuir todo o tempo é contra os meus princípios. Princípios que me censuram por te querer pra mim, porque se não és meu não te tenho...
Assim, sigo o meu caminho solitário, mesmo sabendo que acompanhada nessa empreitada da "não propriedade" é mais fácil.
Ouvirei música brega, pensarei em várias pessoas como exercício. Me apaixonarei por seres humanos lindos, e aprenderei um pouco mais com cada um. Farei amor com quem tiver amor pra dar, só pra celebrar... um gole de cachaça.
Luli

Linda.
Um amor verdadeiro que me enchia de alegria quando em minha casa eu chegava, cansada e alucinada e você senteva no meu colo com aqueles olhinhos redondos querendo só um pouquinho de mim.
Gata.
A mais linda da viela, todos a olhavam, todos a queriam, me orgulhava da sua sutileza e da sua inconformidade quando eu demorava um pouco mais pra voltar.
Grávida.
Me deixou preocupada como uma solteira que vai ser vovó.
Triste.
Eu fiquei quando voltei naquele domingo confuso e nunca mais te vi.
Em pensar que em menos de um ano eu te amei tanto, desde o dia que te trouxe na bolsa.
Em pensar que um pedaço do meu dia e da minha noite desapareceu junto com você e só te tenho em meus sonhos a me lembrar que sem você minha solidão fica cada dia mais pesada, mas um dia isso vai passar.
Luli, está hoje em um lugar melhor? Se estiver, em qualquer lugar que seja este, vai voltar mesmo se for quando eu te encontrar em outro olhar.
Uma homenagem a minha querida gata Luli que em Janeiro de 2012 partiu e nunca mais voltou...
domingo, 19 de junho de 2011
Aos 25 anos eu quero...
... identificar meus erros
... companheirismo
... desbloquear aquele "chip"
... amor livre e sincero
... valorizar cada vez mais os pequenos momentos
... lembrar com carinho de quem foi e não vai mais voltar
sábado, 26 de março de 2011
Sem ter sentido
Dias efêmeros que deixam vazio
Numas noites frias regadas de álcool e romances sem flertes
Em um mudo diálogo entre o passado e o futuro
Ando com um olhar parado
Não olho pro lado, não tenho interesse
Ando sozinha num cemitério de sonhos
Com muitos jazidos, sem flores e visitas
Neste deserto o tempo é camelo
Juntando palavras, criando argumentos
pra justificar o que não consigo:
encontrar em outros corpos
o menor sentido
quarta-feira, 16 de março de 2011
Lamento Urbano
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Tudo isso...
Toda essa massa de coisas
Toda essa fumaça de noites em claro
Essas conversas sem roupas
Tudo isso
Todo esse acesso ao teu corpo
Todo mistéio intrínseco
Toda angústia do medo de não ter mais
Tudo isso
Toda beleza do falo
É fálico!
Nessa linguagem insisto
Como quero
Tudo isso
Toda beleza do ato
Um hiato
Entre o caos e o seu riso
Tudo isso
Querer mais disso.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Do osso ao caos
é porque tudo que passei ninguém consegue ouvir.
Nunca é fácil carregar sua família nas costas,
e não lembrar da infância - eu bloqueei na memória
Todos os traumas coletivos eu vivi desde cedo
Por isso falo tão serena o que te daria nos nervos.
Chega uma hora que a gente pára para pensar:
será mesmo que um dia eu aprendi a amar?
Para mim amor é abrir mão de princípios morais
pra dar comida pros filhos, mesmo perdendo a paz.
Gerações e gerações de vida sobrevivida
Eu sou fadada a ser a salvação da família
O foda é mesmo assim pensar o por quê passo por isso
Isso aumenta o meu ódio contra o capitalismo
Não quero ser rica, não posso e não tenho essa ambição
Eu só quero ter paz mesmo sendo ilusão.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Terça-Feira
Ela fumava o único cigarro que o tempo lhe permitia. Pensativa e passiva às circunstâncias que o tempo lhe impôs.
Neste momento, Julio bebia aflito em uma balada da Rua Augusta, aflito por saber que algumas horas adiante iria por à perder uma das poucas chances que a vida lhe deu. Tudo porque o tempo não foi generoso para com ele.
Abatida, com o coração no bolso lateral da mochila, Carolina chega ao Terminal Rodoviário da Barra Funda, como se estivesse caminhando contra gosto à forca. Caminha até a saída mais próxima, e sobe a escada rolante. Enquanto tenta fechar o botão defeituoso da sua blusa, olha para cima e vê ao fim da escada Julio, quase irreconhecível de tanta tristeza. Ela desvia o olhar, respira, e tenta manter a calma.
Tudo o que conversaram no caminho para o apartamento no marco zero da cidade, foi sem importância, o riso era disfarce, e nada mais fazia sentido. Sem conseguir comer, ela pede um café amargo na lanchonete da esquina. Julio, ainda meio bêbado por não ter dormido naquela noite e nos dias anteriores, observa.
Chegando ao apartamento os dois preferem tentar dormir um pouco. Abraçados, Julio dorme e Carol fica acordada, só se preocupando em sentir o que poderia ser o ultimo abraço deitada naquele colchão e naquele apartamento estranho que originou a admiração dos dois pela terça-feira.
Cansada de esperá-lo acordar e tentando prolongar a espera ao mesmo tempo, Carol resolve caminhar sozinha pelo centro da cidade, na esperança de comprar algo pra comer, pois se não o estomago não aceitaria mais um cigarro, vital naquele momento.
Ao voltar ela o acorda, mas como fosse mais forte que ela, se deita ao lado dele. Esta proximidade tão prazerosa todos os dias que estiveram juntos – sem nenhuma exceção – agora trazia uma agonia profunda. Ele precisava terminar o melhor relacionamento que já teve, por culpa das marcas que o tempo deixou e a falta de experiência com o amor que o tempo não o presenteou. Tinha um profundo medo de não conseguir dar a ela tudo que ela merecia. Se esqueceu que com ela seria mais fácil superar qualquer coisa. Ela sabia que nada poderia fazer a respeito e estava magoada por ele não acreditar que ele merecia todo amor que ela queria lhe dar, e por isso pôs tudo a perder.
Durante a conversa final, nada fazia sentido. Enquanto os dois choravam juntos, como sempre estiveram, a vontade de tocar um ao outro ainda era predominante. No corpo de Julio ainda havia as marcas dos dentes de Carol em seu ombro. Ao olhar para ele, ela só pensava como seria nunca mais o morder de tanto tesão. Julio chorou ao olhar seu ombro dias atrás...
Ele não conseguia olhar aquela boca sem pensar em a beijar, estava fazendo um grande esforço. Carol não tinha nada a perder, e não pensava em nada, só em prolongar estar com ele mesmo se fosse a ultima vez. Ela não o chingou, e nem saiu e bateu a porta. Apenas quis sentir o calor daquelas mãos novamente.
Ao falarem o quanto foi bom e intenso o melhor namoro que tiveram, não encontraram um dia se quer que estiveram juntos que não foi fantástico. E não havia. O ultimo dia tinha que ser inesquecível igualmente. Não queriam brigar, e sim relembrar o quanto tudo foi bom. Em pouco tempo após algumas lagrimas riram de si mesmos, por não conseguirem brigar de tanto amor.
Carolina acariciava a barba de Julio, enquanto lembrava-se da expressão mais bonita que já viu: a dele em um determinado dia daquele verão, com a luz acesa e ela por cima. Ele também olhava para ela, sentindo aquela paz que podia resolver todos os problemas instantaneamente.
Resolveram se entregar pela ultima vez, pois sabiam que seria bom. Queriam-se mais que nunca. Iam deixar pra sofrer depois do adeus. Uma mordida nova no ombro de Julio. Esta ultima doeu mais em Carol...
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Outra vez!
Você foi...
O maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi...
Dos amores que eu tive
O mais complicado
E o mais simples pra mim
Você foi...
O melhor dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu
E é por essas e outras
Que a minha saudade
Faz lembrar
De tudo outra vez.
Você foi...
A mentira sincera
Brincadeira mais séria
Que me aconteceu
Você foi...
O caso mais antigo
E o amor mais amigo
Que me apareceu
Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez...
Me esqueci!
De tentar te esquecer
Resolvi!
Te querer, por querer
Decidi te lembrar
Quantas vezes
Eu tenha vontade
Sem nada perder...
Ah!
Você foi!
Toda a felicidade
Você foi a maldade
Que só me fez bem
Você foi!
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos
Que eu pude fazer...
Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez....
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Terça-feira.
A vida é mesmo uma caixa de surpresas. As pessoas e seus conflitos me deixam aflita. Em meio de um mar de dificudades, encontro repolso nos braços de alguém. Alguém que também tem um mar de dificuldades e crises. As crises do outro me deixam em crise, mas será que é recíproco? Como saber?
Os relacionamentos são trocas e doações ao mesmo tempo. A voltade de estar junto bagunça a vida e o cabelo.
As vezes você quer entrar dentro do outro, não só do corpo e sim dos sentimentos.
Os dois também se misturam.
As coisas vão se delineando pouco a pouco, e as vezes o medo cresce quando as coisas ficam mais racionais. Saber que as coisas boas podem ter um fim, é muito difícil. Não importa quanto tempo demore pra isso acontecer, um mês ou anos, é sempre dolorido. Se termina antes de se consolidar, a dor é diferente, pois você sempre pensa o que poderia ter sido.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Será que vai dar certo?
Mas esse parecido é relativo demais... existem químicas mais parecidas dependendo do momento.
Mas quando acho essa química, só quero ela até me esbaldar. Hoje, consigo entender porque as pessoas casam e/ou são monogâmicas... é pura energia sexual. Bom, acho que o jeito que isso funciona muda de pessoa para pessoa.
A sua química, os elementos que compõe você, sua energia, ou o que você quiser chamar isso, é que vai definir o tipo de relacionamento que vai te fazer feliz. Moda não é o parâmetro.
Se nisso as pessoas combinarem, já é um passo dado. Mas não é só isso.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Você já me esqueceu
Você bem sabe que aqui é o seu lugar
E sem você consigo apenas compreender
Que sua ausência faz a noite se alongar
Vem
Há tanta coisa que eu preciso lhe dizer
Quando o desejo que me queima se acalmar
Preciso de você para viver
É noite amor
E o frio entrou no quarto que foi seu e meu
Pela janela aberta onde eu me debrucei
Na espera inútil e você não apareceu
Você já me esqueceu
E eu não vejo um jeito de fazer você lembrar
De tantas vezes que eu ouvi você dizer
Que eu era tudo pra você
Você já me esqueceu
E a madrugada fria agora vem dizer
Que eu já não passo de nada pra você
Você já me esqueceu
Você já me esqueceu
Você já me esqueceu
É noite amor
E o frio entrou no quarto que foi seu e meu
Pela janela aberta onde eu me debrucei
Na espera inútil e você não apareceu
Você já me esqueceu
E eu não vejo um jeito de fazer você lembrar
De tantas vezes que eu ouvi você dizer
Que eu era tudo pra você
Você já me esqueceu
E a madrugada fria agora vem dizer
Que eu já não passo de nada pra você
Você já me esqueceu
Você já me esqueceu
Você já me esqueceu
Você não veio amor
Você já me esqueceu
Roberto Carlos
composição: Fred Jorge
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Alvorada
Eu a amei e a vi parti.
O orvalho tocou meu rosto, me congelou e me renovou.
Quando achei que não restou mais nada para eu admirar,
me vi sozinha e brilhando como a alvorada.
cris roseno
(Agora é a vez de dizer: e que venham as boníssimas novas!)
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Atrás da Porta
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei, eu te estranhei
Me debrucei sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
Nos teu peito, teu pijama
Nos teus pés ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua
Composição: Francis Hime/Chico Buarque