Existem coisas que me deixam muito chateadas:
Telefones celulares enganadores, falta de coragem, nebulosidade...
Coisas que deixamos pra resolver uma semana depois;
Coisas mornas...
Mas o pior é estar de mãos atadas.
" Mas se tu queres deixar tudo como está,
Não prometo no fogo minhas mãos deixar.
Faço minhas malas não demoro a partir
Mas parto olhando
Pra ver ser tu vais me seguir..."
quarta-feira, 24 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Amor à moda antiga
Boneca de trapo, pedaço da vida
Que vive perdida no mundo a rolar
Farrapo de gente que inconsciente
Peca só por prazer, vive para pecar
Boneca, eu te quero com todo pecado
Com todos os vícios, com tudo, afinal
Eu quero esse corpo que a plebe deseja
Embora, ele seja prenúncio do mal
Boneca noturna que gosta da lua
Que é fã das estrelas e adora o luar
Que sai pela noite e amanhece na rua
E há muito não sabe o que é luz solar
Boneca vadia de manha e artifícios
Eu quero para mim seu amor, só porque
Aceito seus erros, pecados e vícios
Pois, na minha vida, meu vício é você
Adelino Moreira
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Tributo à tristeza
Todo mundo fica triste. Parece que não podemos ficar tristes sem motivo.
Precisamos estar felizes por ter saúde, por ter um amor, por ser jovem, por ter um lar...
Mas a tristeza pega a todos.
A sociedade sem poesia vende uma felicidade vazia:
10 dicas para ser feliz no amor;
10 dicas para ser feliz na labuta;
10 dicas para ter um corpo perfeito... para ser mais feliz...
Mas o que seria da poesia sem solidão?
O que seria da filosofia sem a melancolia?
O que seria da felicidade sem a tristeza?
Fico satisfeita com meus dias frios, em que paro pra pensar nas angústias da vida.
Amo não querer estar neste mundo, pois é desse amor sofrido que invento o meu mundo pra me distrair.
O amor é meio tristeza e meio felicidade.
Ele é denso.
Ele é suave.
Chega até a ser refrescante...
Machuca pra curar.
E nesse chove e não molha, ele encanta os apaixonados e perturba os centrados.
No fim desse dia tão triste que tive, agradeço por ser triste pelo menos por hoje.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Retornar
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Turistas muchileiros!
Ñ tem nada mais bizarro que turista muchileiro.
Eles compram coisas que ñ vao usar e se tranveste de nativo de uma forma que nem os nativos se vestem.
Look de Muchileiro na balada da Bolivia:
Meninas: calça de caminhada, polaina, bota de caminhada impermeável, e varias sobreposicoes ( argentinas style), fora claro alguma peça de llama - brincos, pulceiras ou as proprias polainas.
Meninos: calça que tira uma parte e vira short, bota de caminhada impermeável, toca de llama...
Perdemos a noçao de estética. Quando eu iria sair por aí na rua com uma calça roxa, blusa laranja, camisa verde escrito " hoja de coca no es droga", brincos de llama, cachicol colorido e colar com pingente de monolito???
Cenas incriveis, em Uyuni varias menininhas tomando cerveza num copo que é um indigina com um pênis gigante, adivinha onde é o canudo do copo de turista??
E os regalos???
Quadrinhos do deus sol, portal do sol, e muitas llamas... Nessa febre de llama, ñ sei como vou usar tanto acessorio de llama em Sampa. rs
Cristina desenbarcando em em Sao Paulo depois de um mês na Bolivia:
Mochilao, blusa laranja, pq ñ cabe na mochila, chapel roxo com temas indigenos ( porque ñ cabe na mochila), pale chuva ( instrumento indigena para o namorado), bolsa de llama para levar os regalos que ñ cabem na mochila, brincos de llama, bolsa de tapete, todas as bijoterias que ganhamos de "bicho-glilos" do Brasil que encontamos viajando... Sorte que ñ tinha o cocar da Anabela porque assim meu look ficaria completo!
Eles compram coisas que ñ vao usar e se tranveste de nativo de uma forma que nem os nativos se vestem.
Look de Muchileiro na balada da Bolivia:
Meninas: calça de caminhada, polaina, bota de caminhada impermeável, e varias sobreposicoes ( argentinas style), fora claro alguma peça de llama - brincos, pulceiras ou as proprias polainas.
Meninos: calça que tira uma parte e vira short, bota de caminhada impermeável, toca de llama...
Perdemos a noçao de estética. Quando eu iria sair por aí na rua com uma calça roxa, blusa laranja, camisa verde escrito " hoja de coca no es droga", brincos de llama, cachicol colorido e colar com pingente de monolito???
Cenas incriveis, em Uyuni varias menininhas tomando cerveza num copo que é um indigina com um pênis gigante, adivinha onde é o canudo do copo de turista??
E os regalos???
Quadrinhos do deus sol, portal do sol, e muitas llamas... Nessa febre de llama, ñ sei como vou usar tanto acessorio de llama em Sampa. rs
Cristina desenbarcando em em Sao Paulo depois de um mês na Bolivia:
Mochilao, blusa laranja, pq ñ cabe na mochila, chapel roxo com temas indigenos ( porque ñ cabe na mochila), pale chuva ( instrumento indigena para o namorado), bolsa de llama para levar os regalos que ñ cabem na mochila, brincos de llama, bolsa de tapete, todas as bijoterias que ganhamos de "bicho-glilos" do Brasil que encontamos viajando... Sorte que ñ tinha o cocar da Anabela porque assim meu look ficaria completo!
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Sucre - Potosi
Finalmente sai de Santa Cruz no dia 03 de Janeiro. Peguei 17 horas de estrada com uma vista de tirar o folego de montanhas imensas. Fiquei com muito frio na barriga por conta da estrada perigosa que pegamos. O onibus seguia rente ao despenhadeiro, e iamos subindo cada vez mais alto entre as montanhas, nada ao redor, so as montanhas. Quando ñ tinha mais o que subir, e parecia que estava a caminho das nuvens, chegamos a Sucre - a ciudad blanca. Uma cidadezinha no meio das montanhas, toda colonial e quase todos os predios brancos. Sucre é a capital constitucional da Bolívia, e deve ser também a capital cultural. Digamos que seja uma cidade cult, apesar de ñ ter cinemas, tem muitos museus, cafés, gostei muito de um café biblioteca que tinha lá. Também conheci o sitio arqueológico de Sucre, em que foi encontrado os ultimos vestigos de dinossauros mas, na minha opiniao, tem coisas mais interessantes para conhecer em Sucre.
Potosi e Sucre sao muito ligados, Potosi foi o centro da riquesa da Bolívia durante muitos seculos, e por conta do clima mais agradável Sucre era a moradia preferiada tantos dos trabalhadores, e da burguesia e nobreza.
Fiquei duas noites e tres dias em Sucre e parti para Potosi, a Vila Rica. Desta vez peguei apenas 4 horas de estrada, e no caminho já pude ver e sentir a diferenca para a cidade anterior. As montanhas era mais arida, com muito pó no caminho, e os bairros do caminhos pareciam de filme de velho oeste. Em tres horas subi mais de 3 mil pes do nivel do mar, a cabeca já comecava a pesar. Chegamos a Potosi, a cidade mais alta do mundo. Apesar de Potosi ser a Vila Rica por conta da estracao de minerios da montanha Cerro Rico, a populacao é muito pobre e tanto como em Sucre, mal dá pra andar na rua sem ser abordado muitas vezes por pessoas pedindo esmola, sempre indigenas.
Potosi é londa! Mesmo sendo muito arenosa e cheia de poeira, a vista da cidade em cima das montanhas é lindo, tudo marrom e tambem com predios coloniais. As ruazinhas estreitas e de paralelepipedo parece Jerusalém. Aqui tem muitas coisas interessantes como a minha que funciona desde o seculo 17, a Casa real del la moneda, em que conta a história da exploracao da Espanha na montanha Cerro Rico, e o trabalho escravo de africanos e nativos prisioneiros na fabricacao de moedas de prata e ouro em Potosi.
Cheguei a subir no Cerro Rico mas logo me deu dor de cabeca e tive que descer, lá cheguei a ficar mais de 4000 metros do nivel do mar...
Enfim, Sucre e Potosi, tinhas muitos turistas, os cardápios na maioria das vezes tinham traducao em ingles. Alem de ter encontrado muitos argentinos, a Argentina fica proxima de Potosi.
Hoje estou indo para Uyuri, onde tem o Salar, um deserto de sal...
Até o proximo post!
Potosi e Sucre sao muito ligados, Potosi foi o centro da riquesa da Bolívia durante muitos seculos, e por conta do clima mais agradável Sucre era a moradia preferiada tantos dos trabalhadores, e da burguesia e nobreza.
Fiquei duas noites e tres dias em Sucre e parti para Potosi, a Vila Rica. Desta vez peguei apenas 4 horas de estrada, e no caminho já pude ver e sentir a diferenca para a cidade anterior. As montanhas era mais arida, com muito pó no caminho, e os bairros do caminhos pareciam de filme de velho oeste. Em tres horas subi mais de 3 mil pes do nivel do mar, a cabeca já comecava a pesar. Chegamos a Potosi, a cidade mais alta do mundo. Apesar de Potosi ser a Vila Rica por conta da estracao de minerios da montanha Cerro Rico, a populacao é muito pobre e tanto como em Sucre, mal dá pra andar na rua sem ser abordado muitas vezes por pessoas pedindo esmola, sempre indigenas.
Potosi é londa! Mesmo sendo muito arenosa e cheia de poeira, a vista da cidade em cima das montanhas é lindo, tudo marrom e tambem com predios coloniais. As ruazinhas estreitas e de paralelepipedo parece Jerusalém. Aqui tem muitas coisas interessantes como a minha que funciona desde o seculo 17, a Casa real del la moneda, em que conta a história da exploracao da Espanha na montanha Cerro Rico, e o trabalho escravo de africanos e nativos prisioneiros na fabricacao de moedas de prata e ouro em Potosi.
Cheguei a subir no Cerro Rico mas logo me deu dor de cabeca e tive que descer, lá cheguei a ficar mais de 4000 metros do nivel do mar...
Enfim, Sucre e Potosi, tinhas muitos turistas, os cardápios na maioria das vezes tinham traducao em ingles. Alem de ter encontrado muitos argentinos, a Argentina fica proxima de Potosi.
Hoje estou indo para Uyuri, onde tem o Salar, um deserto de sal...
Até o proximo post!
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